HIPNOSE NO DF PROB. PSÍQUICO HIP. DEF. IND. SOBRE MIM CASOS CLÍNICOS
HIPNOSE NO DF
PROB. PSÍQUICO
HIP. DEF. IND.
SOBRE MIM
CASOS CLÍNICOS
VÍDEOS
ONSTELAÇÃO FAMIL. SITEMIC

Origem dos problemas psíquicos

Freud, na divisão topográfica do cérebro, estabeleceu as seguintes estruturas: Ego (Eu), Id (isso), e Superego (Supereu)O Ego, definido como pequena porção de nosso encéfalo e totalmente consciente, é a  estrutura responsável pelo princípio da realidade. Já a maior porção do encéfalo e totalmente inconsciente, ele denominou-a de Id ou Inconsciente, estrutura impulsora do princípio do prazer.  Logo, tudo que nos dá prazer vem do inconsciente, por isso, muitas vezes realizamos algo que desejamos e em seguida nos arrependemos, e/ou nos culpamos. Outra estrutura, estreita, localizada entre o consciente e o inconsciente, cuja metade é consciente e a outra, inconsciente, ele a denominou de Superego, que é o nosso sensor de limites, "valores, princípios morais, religiosos e éticos". Durante o dia, o Id e o Superego travam constantes batalhas: o primeiro querendo ter prazer a todo custo, e o segundo proibindo e condenando, dialogando internamente, indagando: "o que vão pensar sobre isso?", "isso é pecado!", "isso é crime!"; e outras cobranças. Porém, como mediador desse conflito, o Ego mantém o equilíbrio entre as duas estruturas e evita o desequilíbrio do sujeito. Mas, quando chega a noite, as partes conscientes do Ego e do Superego saem de cena só ficam as estruturas inconscientes, denominadas princípio do prazer, que, através do sonho vão realizar todos os desejos inconscientes e resíduos diurnos ( o não realizado), e ainda os recalques (traumas), que são responsáveis pelos pesadelos e sonhos penosos. Dessa forma, explica-se    por que alguns sonhos deixam as pessoas confusas e perguntando os motivos de ter sonhado aquilo, pois já que, em seu estado de vigília, por medo, culpa, princípios morais e religiosos, não seriam capazes de realizar tal façanha.

A função fisiológica do sonho é evitar que a pessoa se desestruture psiquicamente. Durante a noite, a pessoa sonha várias vezes, mas vai lembrar apenas de um dos sonhos. Quando a pessoa diz que não sonha, deveria dizer que não lembra, pois, se observar, por várias vezes acordou com bem estar, dizendo não saber o porquê. Por experiência profissional, afirmo que este esquecimento se dá por mecanismo de defesa do Ego, para que a lembrança onírica não cause sofrimento ao sonhador, pois sua função é  evitar a desestruturação psíquica.

Ainda quero mencionar a existência dos sonhos premonitórios ou clarividentesPara defini-los, é necessário rígido controle por anotações e comparação dos acontecimentos com o material sonhado. Caso contrário, trata-se de mera coincidência e deverão ser descartados. Por outro lado, uma vez confirmados, a pessoa deverá procurar um parapsicólogo para orientá-la e evitar que entre em desequilíbrio psíquico. Já atendi algumas pessoas portadoras desses fenômenos e que se sentem responsáveis por evitar a tragédia sonhada., pois as mesmas relatam que nos sonhos clarividentes veem claramente os detalhes dos acontecimentos, todavia são impotentes para tal.

Traumas e sintomas:

O trauma é uma dor psíquica sofrida por uma ameaça ou agressão tanto no campo físico como psíquico, podendo ser uma perda (luto), separação de um objeto de amor (pessoas, animais, coisas ou objetos). O trauma permanece vivo por vários dias  na lembrança do sujeito, deixando-o em total desequilíbrio. O Ego entra com os famosos mecanismos de defesa, jogando a lembrança dolorosa para o inconsciente em forma de esquecimento; cria-se uma barreira energética chamada de recalque. Por ser uma barreira vulnerável para segurar o trauma em forma de esquecimento, o Ego entra com outro mecanismo de defesa, chamado resistência. Na presença destas duas barreiras energéticas, a lembrança dolorosa não consegue  rompê-las, podendo burlá-las, vindo em forma de disfarce e persistindo em   incomodar o sujeito. O disfarce do trauma é o sintoma:  ansiedade angústia, medos, tristeza,  timidez, insegurançamedo de dirigir etc.

Para que esses mecanismos de defesa sejam compreendidos, seriam hipoteticamente, duas pessoas em uma sala tratando de um assunto importante e, de repente, entra uma pessoa  delinquente – trauma –, ameaçando o curso normal da conversa. O delinquente é jogado para fora da sala, fecha-se a porta – recalque , mas ele ameaça quebrá-la chutando-a.  Diante da ameaça, são colocados dois homens fortemente armados resistência. Agora, diante da resistência e do recalque – barreiras energéticas –, o trauma não as  ameaça mais, mas seus gritos – sintomas – continuam a incomodar. Quando uma pessoa, com medo de dirigir, diz saber a causa é mero engano, pois quando se tem consciência da origem do problema, o sintoma desaparece.

Aproveito a oportunidade para esclarecer que nossos problemas psíquicos se instalam na vida fetal, na fase de  0 a 8 anos de idade, ou mesmo herdado do  código genético de memória, o que o Jung chamou de Inconsciente Coletivo.

CÓDIGO GENÉTICO DE MEMÓRIA:

Segundo essa teoria, assim como você herda um código genético de cor da pele, cor dos olhos de seus antepassados, também herda um código genético de memória, ou seja, as lembranças dos acontecimentos vividos por seus antepassados.

INCONSCIENTE COLETIVO DE JUNG: - arquétipos.

Segundo Jung, o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e ideias reprimidas durante a vida de um indivíduo. O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente; ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhados por toda a humanidade. O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de determinada forma. Por exemplo, o medo de cobra pode ser transmitido pelo inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras e, no primeiro contato com uma, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que cause tal medo e, sim, derivando o pavor do inconsciente coletivo. Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente.

Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo. Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe e, à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se a representação da figura materna.

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Quero deixar claro que nos casos das doenças ditas genéticas e endógenas, muitas vezes não há um prognóstico favorável ao tratamento médico e psicológico tradicional. Um exemplo é o caso da depressão endógena, ou seja, sem causa aparente, a cuja causa originária se pode chegar por meio da   hipnose e regressão de memória. A dificuldade encontrada no tratamento médico e nas psicoterapias tradicionais, em se tratando de pessoas adultas, reside, na minha opinião, no fato de se  fazer uso da fala como fonte de investigação e registro das lembranças da infância que a pessoa traz consigo. Sendo assim, se um paciente adulto teve uma infância feliz, conseguirá lembrar, no máximo, dos fatos vivenciados de seis anos  de idade em diante. Por outro lado, se teve uma infância hostilizada, na maioria das vezes, as lembranças apagam-se totalmente de sua memória. É muito comum no consultório, ao ser  perguntado sobre a infância, o paciente verbalizar que só lembra de seus 15 anos em diante. Já na regressão de memória, o paciente traz o material dos dias atuais até a vida fetal e, ainda, material do código genético de memória (ou inconsciente coletivo), citado anteriormente. Deixo para que cada um dos que lerem este tópico tire suas próprias conclusões, sem que entre em choque de crenças.


Emoções disfarces: todos nós nascemos com as cinco emoções autênticas (raiva, medo , alegria, tristeza e afeto), mas, no decorrer da vida, aprendemos com nossos representantes familiares a disfarçar essas emoções no intuito de evitar sofrimentos. Quando uma criança é agredida e reage manifestando sua raiva autêntica contra o agressor e esse a repreende, demonstrando sua força, esta, sentindo-se  indefesa, condiciona que, sempre que for agredida, não deverá  reagir para evitar mais sofrimento e então transforma sua raiva autêntica em bondade e amabilidade, – “a injunção paterna não reaja!”, sendo assim, muitos adultos são agredidos diariamente e não têm força para reagir. Mas, passados alguns minutos, dizem a si mesmos: "Mas eu sou um tolo, pois poderia ter dito umas boas a ele!”.

O disfarce de tristeza em alegria é aprendido quando a criança é agredida ou surrada, fica no canto triste e chorando, e o agressor força a criança a ficar com um rosto alegre, ameaçando bater mais e, se isso não ocorrer, a criança condiciona que, quando estiver triste, para não para aumentar o sofrimento, tem que sorrir. Por isso, podemos observar uma pessoa que,  num velório, começa a dar risadas, contar piadas  etc. Não significa  que ela não esteja triste e, sim, disfarçando sua tristeza em alegria. Outro exemplo é alguém que ganha um prêmio e começa a chorar. Ela não está chorando de    alegria, mas disfarçando a alegria em tristeza.

Outro fato importante é o resgate da vontade. Não esmague a vontade do seu filho, para que ele não cresça sem vontade. Os pais tendem a dizer aos filhos o que é bom para eles. Por exemplo, a criança quer um sapato vermelho – manifestação da sua vontade –, e o representante familiar impõe sua vontade, dizendo que o bom é o de outra cor, obrigando a criança a acatar a vontade imposta pelo outro. Dessa forma, a criança condiciona que, para não sofrer, o bom para ela é o bom para o outro, e assim cresce e envelhece fazendo a vontade de terceiros e anulando a sua. Não sabem dizer não. Se estiver bom para o outro, está ótimo para ela.

Podemos ilustrar o que abordamos tomando como exemplo  as  mulheres com disfunções sexuais, principalmente as "anorgásmicas", que estão felizes  se o parceiro estiver satisfeito. São pessoas inseguras para tomar decisões, precisam ouvir várias opiniões do tipo "faça isso que é bom" e, ainda assim se sentem inseguras. Hoje, como vivemos em um mundo globalizado, onde as decisões são tomadas em fração de segundos através da Internet e outras tecnologias, a insegurança na tomada de decisões traz grandes prejuízos às pessoas que têm sua vontade esmagada.

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