REINALDO MACEDO DE BEIRIGO
REINALDO BEIRIGO/PSICOLOGO - CRP-01.9634
Hipnose no DF
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"Além do pensador existem outros amigos do saber que não sentem preferência pela criação através do pensamento e, destituídos de vocação para esta arte, preferem ser alunos da Natureza, achando prazer aprendendo em lugar de ensinar; adquirindo em vez de criar, e recebendo em vez de dar. Alguns, possuídos da ubiqüidade da Natureza e, por conseguinte, convencidos do incompleto e de todas as coisas de sua continuidade, registram com cuidado algum fenômeno, fixam sua essência, que se apresenta de mil formas diversas, pela constante observação e, prontamente, seguem esta senda através de todos os sinuosos caminhos do misterioso laboratório da Natureza, para poder elaborar um plano detalhado do labirinto percorrido. Uma vez findo este penoso trabalho, ficam impregnados insensivelmente de um espírito superior, sendo-lhes fácil falar do plano traçado e indicar o caminho para aquele que o busca. A incalculável utilidade glorifica seu fatigante labor, e o esquema de seu plano coincidirá, de maneira surpreendente, com o sitema do pensador, dando a este o consolo de uma demonstração viva de suas fórmulas abstratas."
NOVALIS, <<Os aprendizes de Sais>>.
 
 
Conceitos:
 
 
1-Estado natural de consciência, diferente de estado de vigília.
 
2- Dicionário Aurélio – Estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente. O indivíduo continua capaz de obedecer às sugestões do hipnotizador.
 
3 - Estado monoideísmo e de dupla consciência.
 
4 – Estado de profundo relaxamento no qual o consciente e o inconsciente do paciente ficam mais receptivos a sugestão.
 
5 -“Hipnose é um estado alterado de consciência, ou é um estado de consciência no qual o conhecimento, que você adquiriu durante toda sua vida e que você usa automaticamente, torna-se de repente disponível.”
Milton Erickson


-"Hipnose abrange qualquer procedimento que venha causar, por meio de sugestões, mudanças no estado físico e mental, podendo produzir alterações na percepção, nas sensações, no comportamento, nos sentimentos, nos pensamentos e na memória.”
Sociedade Brasileira de Hipnose


8 -“Hipnose é um estreitamento de consciência, geralmente provocado artificialmente, que se parece com o sono, porém dele se distingue fisiologicamente.”
Antônio Carlos de Moraes Passos

9 - Hipnose nada mais é do que aquilo que você se submete cotidianamente desde seu nascimento até os dias de hoje. Ou seja, aceitar as  sugestões dadas por seus  representantes familiares, orientadores espirituais e educadores ( padres, pastores, professores e outros). Por exemplo, quando seu pai  ou qualquer um dos citados, anteriormente ou não,  dizia ou diz "faça isso que é bom", e você aceita a sugestão como certa ou boa, nada mais é do que uma sugestão hipnótica. Diante disto, quero afirmar que muitos pacientes ficam temerosos quando chegam ao consultório para uma sessão de hipnose,  acreditando que seria algo sobrenatural, onde ficaria sob o controle do hipnotizador, pois  este teria todo poder sobre ele, inclusive o de hipnotizar. Este  é um dos conceitos equivocados em relação à hipnose. Pois quem hipnotiza não é o hipnotizador, ele  apenas, dentro de seu conhecimento científico, dará ao paciente as sugestões de relaxamento que, uma vez aceita por ele,  o   auto-hipnotizará. Isto quer dizer que toda hipnose é uma  auto-hipnose, requer desejo, vontade, entrega e confiança naquele que o conduzirá  a um gostoso relaxamento, calmamente, tranquilamente, serenamente, onde a pessoa vai caminhando serenamente a seu passo, no ritmo que conseguir dar. E assim o paciente vai mergulhando  dentro de si mesma para descobrir as belezas e sabedoria de seu inconsciente, tendo a certeza e a segurança  de que todo aquele sofrimento agora terá uma resposta. Diante desta resposta, o psicólogo e hipnoterapeuta o ajudará a resignificar aquela emoção , ou sentimento  negativo que ficou guardado a sete chaves no baú de seu inconsciente, já sentindo como é bom estar longe disso tudo. Por outro lado, se o paciente não desejar ou não for esclarecido antes do procedimento, poderá não aceitar as sugestões dadas, e assim bloquear todo o processo, e ainda sair dizendo "ninguém consegue me hipnotizar". E ele tem toda razão em dizer isso, pois somente com a aceitação ao processo e entregra total, é que poderá entrar em transe hipnótico. Outro grande engano é dizer que tem medo de  perder o controle  quando se entra em hipnose. Em estado de transe, a pessoa, como já mencionado nas definições anteriores,  não fica inconsciente, e sim mais perceptiva à aprendizagem e redecisão de seus problemas.  Outro engano é a pessoa dizer: "e se eu for e não voltar?" Vamos dar outro exemplo de um acesso de memória. Gostaria neste momento que você  fechasse seus olhos e lembrasse dos seus 15 anos de idade, das festas, amigos, roupas, corpo e etc. Logo em seguida abra os seus olhos. Você foi a algum lugar, ou apenas acessou sua memória? Então posso afirmar que não existe regressão de memória e sim acesso a memória em estado de transe hipnótico, ou seja, você não vai a lugar nenhum.
Reinaldo Macedo de Beirigo
           Psicólogo
 
Hipnose em estado Alfa - Alfaterapia. 
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      Hipnose através do nível Alfa (Alfaterapia) em meu consultório, todas as pessoas conseguem de forma calma e tranqüila, atingir este nível. O que  é suficiente para realizar as elaborações psíquicas necessárias.
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Nosso cérebro, em estado de vigília,  está no nível BETA, 21 a 60 ciclos por segundo.
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No nível ALFA vai de 8 á 13 ciclos por segundo, atingindo o estágio de sonolência e consciência passiva, calma e tranqüila. Neste nível aumenta o campo da inteligência, memória, criatividade, percepção e pode se fazer a regressão de memória com sucesso.
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Nível TETA vai de 4 a 7 ciclos por segundo, sendo o último nível mental que se pode atingir em estado de consciência.
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Nível DELTA vai de 0,05 a 3,5 ciclos por segundo.  Esse estágio já é de sono profundo e a mente consciente não atua.   
 
 RESOLUÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA REFERENTE AO USO DA HIPNOSE NO TRABALHO DO PSICÓLOGO. RES. 13/2000
Aprova e regulamenta o uso da Hipnose como recurso auxiliar de trabalho do Psicólogo.
 
 
 
O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei nº 5.766, de 20 de dezembro de 1971 e;
 
CONSIDERANDO o valor histórico da utilização da Hipnose como técnica de recurso auxiliar no trabalho do psicólogo e;
 
CONSIDERANDO as possibilidades técnicas do ponto de vista terapêutico como recurso coadjuvante e;
 
CONSIDERANDO o avanço da Hipnose, a exemplo da Escola Ericksoniana no campo psicológico, de aplicação prática e de valor científico e;
 
CONSIDERANDO que a Hipnose é reconhecida na área de saúde, como um recurso técnico capaz de contribuir nas resoluções de problemas físicos e psicológicos e;
 
CONSIDERANDO ser a Hipnose reconhecida pela Comunidade Científica Internacional e Nacional como campo de formação e prática de psicólogos,
 
 
RESOLVE:
 
Art. 1º – O uso da Hipnose inclui-se como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo, quando se fizer necessário, dentro dos padrões éticos, garantidos a segurança e o bem estar da pessoa atendida;
 
Art. 2º - O psicólogo poderá recorrera Hipnose, dentro do seu campo de atuação, desde que possa comprovar capacitação adequada, de acordo com o disposto na alínea “a” do artigo 1º do Código de Ética Profissional do Psicólogo.
 
Art. 3º - É vedado ao psicólogo a utilização da Hipnose como instrumento de mera demonstração fútil ou de caráter sensacionalista ou que crie situações constrangedoras às pessoas que estão se submetendo ao processo hipnótico.
 
Art. 4° - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
 
Art. 5° - Revogam-se as disposições em contrário.
 
 
Brasília (DF), 20 de dezembro de 2000.
 
 
 
 
ANA MERCÊS BAHIA BOCK
Conselheira-Presidente
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/00 
DE 20 DE DEZEMBRO DE 2000
                                                   
                                    www.pol.gov.br
 
INDICAÇÃO DA HIPNOSE:
A hipnose, como técnica auxiliar ao trabalho do psicólogo em psicoterapias, é bastante eficiente nos tratamentos da depressão, medos e fobias, transtorno do pânico, transtorno de ansiedade, TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), nas disfunções sexuais, medo de dirigir, vícios em geral, medo de falar em público, baixa auto-estima, fibromiálgia, aprender a dizer não, resgate das emoções autênticas. Para ser mais claro, todos nós nascemos com as  cinco emoções autênticas (raiva, medo , alegria, tristeza e afeto), mas no decorrer da vida aprendemos com nossos representantes familiares a disfarçar estas emoções no intuito de evitar sofrimentos. Isso ocorre quando uma criança  é agredida e reage  manifestando sua raiva autêntica contra o agressor. Diante disso o agressor a repreende, demonstrando sua força contra aquele  pequeno ser indefeso que,  percebendo sua fragilidade, condiciona-se de que sempre que  for agredido, para evitar sofrimento, não deverá reagir. Sendo assim, estará  transformando sua raiva autêntica em bondade e amabilidade. Ou seja, a "injunção paterna não reaja". Por isso que muitos adultos são agredidos diariamente e  não tem força para  reagir, mas quando passa alguns minutos diz a si mesmo: "mas eu sou um tolo, pois poderia ter dito tudo isso que me vem a mente agora".
O disfarce de tristeza em alegria é aprendido quando a criança é agredida  ou surrada, fica no seu canto  triste  chorando, e o agressor, pelo fato de  estar se aproximando alguém que poderia fazer péssimo julgamento da situação, o pressiona, dizendo que se não fizer um rosto alegre vai apanhar mais, e/ou qualquer outra colocação no mesmo sentido. Diante desta imposição, a criança condiciona que quando estiver triste, para não sofrer mais, tem que sorrir. Provavelmente, alguns de vocês  já tenha visto em velórios alguém que goste muito do falecido dando risadas, e até mesmo contando piadas. Neste  caso,  as pessoas comentam: "o ente morre e ele fica feliz". Ele não está feliz, e sim disfarçando sua tristeza em alegria.  Da mesma forma alguém que ganha um prêmio e começa a chorar; aí alguém diz: "chorou de alegria". Não existe choro de alegria e sim disfarce de alegria em tristeza.  Outro fato importante a comentar é o resgate da vontade. Não esmague a vontade do seu filho, para que ele não cresça sem vontade. Os pais por cultura ou costumes tendem a dizer aos filhos o que é bom para eles. Por exemplo, a criança, ao fazer suas escolhas, quer um sapato vermelho, que diante do estímulo visual é  o  bom para ela. E o representante familiar desta criança, impondo sua vontade, diz que  o bom é o de outra cor, e  assim obriga a ficar com aquele diverso a sua vontade. Assim a criança condiciona que o bom para ela tem que ser o bom para o outro, e dessa forma cresce e envelhece fazendo a vontade do outro. Se  estiver bom para o outro, está ótimo para ela. Nestes casos, é comum as mulheres com disfunções sexuais, principalmente as "anorgásmicas", pois se o parceiro estiver satisfeito elas estão felizes. Outro sinalizador desse disfarce, são aquelas pessoas que, para tomarem uma decisão, precisam ouvir várias pessoas dizendo a elas: "faça isso que é bom". E ainda, às vezes, se sentem inseguras para tomar a decisão e realizar o ato. Só que poderá ser tarde demais, pois muitas vezes esta dúvida o leva a perder oportunidades de emprego, viagens, negócios, etc. Hoje vivemos em um mundo globalizado, onde as decisões são tomadas em fração de segundos através da internet e outras tecnologias. Assim, a insegurança nas tomadas decisões traz grandes prejuízos por toda a vida.
 
  Analgesias
  Anestesias
  Vômitos (gravídicos e outros)
  Náuseas
  Pruridos (gravídicos e outros)
  Sialorréia (Sialorréia é a perda não intencional de saliva pela cavidade oral).
  Sangramentos:
  Controle de dor em pacientes com doenças crônicas e ou terminais
 
Enurese noturna
 
Ansiedades
 
Tabagismo
 
Gagueira
  Vitiligo 
 
Pré e pós operatórios (quaisquer)
 
Pós partos e pré-partos
 
Relaxamento físico e emocional
 
Aumento da lactação
 
Fobias
 
Desenvolvimento de capacidades artísticas
 
Acnes
 
Melhora na conversação de línguas estrangeiras
 
Câncer (na melhora da dor e da auto-estima) 
Rompimentos amorosos 
 Na perda de parentes e/ou amigos (luto 
Melhora de rendimento escolar 
Melhora do estresse do vestibulando ou daquele indivíduo que vai prestar qualquer exame (até o de habilitação)
 
Gastrites
 
Tristeza
 
Desânimo
 
Tique nervoso
 
Entrevistas (evitar o “branco”)
 
Anorexia nervosa
 
Bulimia
 
Obesidade
 
Estresse
 Síndromes pós traumáticas
 Síndrome controle da dor, sangramento, usar chupetas, roer unhas, chupar o dedo, atitudes viciosas com a mão ou o braço debaixo do rosto, atitude viciosa de ler, apoiando a face sobre a mão, dormir de boca aberta (as vezes devido a um aumento das adenóides), ranger os dentes durante a noite ou dia, morder a língua, chupar balas ou comer doces em excesso e salivação)
 Preparo para exames invasivos e durante sua realização
 Coadjuvante para tratamento de doenças agudas e crônicas (pneumonias, hepatites, psoríase, doenças       reumáticas, etc.)
 
Doenças auto-imunes
 Distúrbios de conduta
 Relacionamento conjugal e familiar
 Depressão
 Insônia
 Problemas sexuais
 Doenças psicossomáticas
 Drogadição
 Controlar funções autonômicas => eliminar sintomas desagradáveis ou perturbações autônomas
 
Melhora da memória
 Melhora da criatividade
 Sono agitado
 Falar a noite (hipnagógica)
 Sonambulismo
 Ter medo de escuridão
 Ter medo de isolamento
 Irritabilidade
 Teimosia
 Desobediência
 Não querer estudar
 Colocar o dedo no nariz
 Colocar a mão nos órgãos genitais (peotilomania)
 Chorar facilmente
 
Tique de piscar o olho
 Fazer caretas
 Mentir (mitomania)
 Furtar ou roubar (cleptomania)
 Arrancar os cabelos
(tricotilomania)
 
Negativismo
 etc...
 
 
Contra indicações da Hipnose
 Psicoses (mas que pode ser tratado por hipnoterapeuta e psiquiatra bem treinado);
 Sem objetivo definido;
 Se o estado do paciente não está definido;
 Satisfação do EGO do hipnotizador;
 Remoção de sintomas sem se preocupar com a causa dos mesmos (que é questionável por alguns que dizem que o alívio pode ser permanente podendo-se aproveitar este período sem sintomas para uma melhor adaptação à vida);
 Eliminar sensações (fadiga, por exemplo) o que pode levar o paciente a ultrapassar os limites de sua capacidade física.
 
Utilização da Hipnose a hipnose otimiza e maximiza, em qualquer tratamento, todos os resultados, além de, em relaxamento, reeducar o ritmo orgânico, o que gera saúde. Alguns autores, a nível neuroendócrino, sugerem que a hipnose, por si só, em alguns casos, podem auto-regular o organismo. A hipnose pode ser utilizada em TODAS AS ESPECIALIDADES MÉDICAS, odontológicas, por psicólogos, por fisioterapeutas e enfermeiros (os dois últimos sob orientação médica).