8 -“Hipnose é um estreitamento de consciência, geralmente provocado artificialmente, que se parece com o sono, porém dele se distingue fisiologicamente.”
Antônio Carlos de Moraes Passos
9 - Hipnose nada mais é do que aquilo que você se submete cotidianamente desde seu nascimento até os dias de hoje. Ou seja, aceitar as sugestões dadas por seus representantes familiares, orientadores espirituais e educadores ( padres, pastores, professores e outros). Por exemplo, quando seu pai ou qualquer um dos citados, anteriormente ou não, dizia ou diz "faça isso que é bom", e você aceita a sugestão como certa ou boa, nada mais é do que uma sugestão hipnótica. Diante disto, quero afirmar que muitos pacientes ficam temerosos quando chegam ao consultório para uma sessão de hipnose, acreditando que seria algo sobrenatural, onde ficaria sob o controle do hipnotizador, pois este teria todo poder sobre ele, inclusive o de hipnotizar. Este é um dos conceitos equivocados em relação à hipnose. Pois quem hipnotiza não é o hipnotizador, ele apenas, dentro de seu conhecimento científico, dará ao paciente as sugestões de relaxamento que, uma vez aceita por ele, o auto-hipnotizará. Isto quer dizer que toda hipnose é uma auto-hipnose, requer desejo, vontade, entrega e confiança naquele que o conduzirá a um gostoso relaxamento, calmamente, tranquilamente, serenamente, onde a pessoa vai caminhando serenamente a seu passo, no ritmo que conseguir dar. E assim o paciente vai mergulhando dentro de si mesma para descobrir as belezas e sabedoria de seu inconsciente, tendo a certeza e a segurança de que todo aquele sofrimento agora terá uma resposta. Diante desta resposta, o psicólogo e hipnoterapeuta o ajudará a resignificar aquela emoção , ou sentimento negativo que ficou guardado a sete chaves no baú de seu inconsciente, já sentindo como é bom estar longe disso tudo. Por outro lado, se o paciente não desejar ou não for esclarecido antes do procedimento, poderá não aceitar as sugestões dadas, e assim bloquear todo o processo, e ainda sair dizendo "ninguém consegue me hipnotizar". E ele tem toda razão em dizer isso, pois somente com a aceitação ao processo e entregra total, é que poderá entrar em transe hipnótico. Outro grande engano é dizer que tem medo de perder o controle quando se entra em hipnose. Em estado de transe, a pessoa, como já mencionado nas definições anteriores, não fica inconsciente, e sim mais perceptiva à aprendizagem e redecisão de seus problemas. Outro engano é a pessoa dizer: "e se eu for e não voltar?" Vamos dar outro exemplo de um acesso de memória. Gostaria neste momento que você fechasse seus olhos e lembrasse dos seus 15 anos de idade, das festas, amigos, roupas, corpo e etc. Logo em seguida abra os seus olhos. Você foi a algum lugar, ou apenas acessou sua memória? Então posso afirmar que não existe regressão de memória e sim acesso a memória em estado de transe hipnótico, ou seja, você não vai a lugar nenhum.
Reinaldo Macedo de Beirigo
Psicólogo
Hipnose em estado Alfa - Alfaterapia.
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Hipnose através do nível Alfa (Alfaterapia) em meu consultório, todas as pessoas conseguem de forma calma e tranqüila, atingir este nível. O que é suficiente para realizar as elaborações psíquicas necessárias.
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Nosso cérebro, em estado de vigília, está no nível BETA, 21 a 60 ciclos por segundo.
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No nível ALFA vai de 8 á 13 ciclos por segundo, atingindo o estágio de sonolência e consciência passiva, calma e tranqüila. Neste nível aumenta o campo da inteligência, memória, criatividade, percepção e pode se fazer a regressão de memória com sucesso.
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Nível TETA vai de 4 a 7 ciclos por segundo, sendo o último nível mental que se pode atingir em estado de consciência.
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Nível DELTA vai de 0,05 a 3,5 ciclos por segundo. Esse estágio já é de sono profundo e a mente consciente não atua.
RESOLUÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA REFERENTE AO USO DA HIPNOSE NO TRABALHO DO PSICÓLOGO. RES. 13/2000
Aprova e regulamenta o uso da Hipnose como recurso auxiliar de trabalho do Psicólogo.
O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei nº 5.766, de 20 de dezembro de 1971 e;
CONSIDERANDO o valor histórico da utilização da Hipnose como técnica de recurso auxiliar no trabalho do psicólogo e;
CONSIDERANDO as possibilidades técnicas do ponto de vista terapêutico como recurso coadjuvante e;
CONSIDERANDO o avanço da Hipnose, a exemplo da Escola Ericksoniana no campo psicológico, de aplicação prática e de valor científico e;
CONSIDERANDO que a Hipnose é reconhecida na área de saúde, como um recurso técnico capaz de contribuir nas resoluções de problemas físicos e psicológicos e;
CONSIDERANDO ser a Hipnose reconhecida pela Comunidade Científica Internacional e Nacional como campo de formação e prática de psicólogos,
RESOLVE:
Art. 1º – O uso da Hipnose inclui-se como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo, quando se fizer necessário, dentro dos padrões éticos, garantidos a segurança e o bem estar da pessoa atendida;
Art. 2º - O psicólogo poderá recorrera Hipnose, dentro do seu campo de atuação, desde que possa comprovar capacitação adequada, de acordo com o disposto na alínea “a” do artigo 1º do Código de Ética Profissional do Psicólogo.
Art. 3º - É vedado ao psicólogo a utilização da Hipnose como instrumento de mera demonstração fútil ou de caráter sensacionalista ou que crie situações constrangedoras às pessoas que estão se submetendo ao processo hipnótico.
Art. 4° - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5° - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília (DF), 20 de dezembro de 2000.
ANA MERCÊS BAHIA BOCK
Conselheira-Presidente
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/00
DE 20 DE DEZEMBRO DE 2000
INDICAÇÃO DA HIPNOSE:
A hipnose, como técnica auxiliar ao trabalho do psicólogo em psicoterapias, é bastante eficiente nos tratamentos da depressão, medos e fobias, transtorno do pânico, transtorno de ansiedade, TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), nas disfunções sexuais, medo de dirigir, vícios em geral, medo de falar em público, baixa auto-estima, fibromiálgia, aprender a dizer não, resgate das emoções autênticas. Para ser mais claro, todos nós nascemos com as cinco emoções autênticas (raiva, medo , alegria, tristeza e afeto), mas no decorrer da vida aprendemos com nossos representantes familiares a disfarçar estas emoções no intuito de evitar sofrimentos. Isso ocorre quando uma criança é agredida e reage manifestando sua raiva autêntica contra o agressor. Diante disso o agressor a repreende, demonstrando sua força contra aquele pequeno ser indefeso que, percebendo sua fragilidade, condiciona-se de que sempre que for agredido, para evitar sofrimento, não deverá reagir. Sendo assim, estará transformando sua raiva autêntica em bondade e amabilidade. Ou seja, a "injunção paterna não reaja". Por isso que muitos adultos são agredidos diariamente e não tem força para reagir, mas quando passa alguns minutos diz a si mesmo: "mas eu sou um tolo, pois poderia ter dito tudo isso que me vem a mente agora".
O disfarce de tristeza em alegria é aprendido quando a criança é agredida ou surrada, fica no seu canto triste chorando, e o agressor, pelo fato de estar se aproximando alguém que poderia fazer péssimo julgamento da situação, o pressiona, dizendo que se não fizer um rosto alegre vai apanhar mais, e/ou qualquer outra colocação no mesmo sentido. Diante desta imposição, a criança condiciona que quando estiver triste, para não sofrer mais, tem que sorrir. Provavelmente, alguns de vocês já tenha visto em velórios alguém que goste muito do falecido dando risadas, e até mesmo contando piadas. Neste caso, as pessoas comentam: "o ente morre e ele fica feliz". Ele não está feliz, e sim disfarçando sua tristeza em alegria. Da mesma forma alguém que ganha um prêmio e começa a chorar; aí alguém diz: "chorou de alegria". Não existe choro de alegria e sim disfarce de alegria em tristeza. Outro fato importante a comentar é o resgate da vontade. Não esmague a vontade do seu filho, para que ele não cresça sem vontade. Os pais por cultura ou costumes tendem a dizer aos filhos o que é bom para eles. Por exemplo, a criança, ao fazer suas escolhas, quer um sapato vermelho, que diante do estímulo visual é o bom para ela. E o representante familiar desta criança, impondo sua vontade, diz que o bom é o de outra cor, e assim obriga a ficar com aquele diverso a sua vontade. Assim a criança condiciona que o bom para ela tem que ser o bom para o outro, e dessa forma cresce e envelhece fazendo a vontade do outro. Se estiver bom para o outro, está ótimo para ela. Nestes casos, é comum as mulheres com disfunções sexuais, principalmente as "anorgásmicas", pois se o parceiro estiver satisfeito elas estão felizes. Outro sinalizador desse disfarce, são aquelas pessoas que, para tomarem uma decisão, precisam ouvir várias pessoas dizendo a elas: "faça isso que é bom". E ainda, às vezes, se sentem inseguras para tomar a decisão e realizar o ato. Só que poderá ser tarde demais, pois muitas vezes esta dúvida o leva a perder oportunidades de emprego, viagens, negócios, etc. Hoje vivemos em um mundo globalizado, onde as decisões são tomadas em fração de segundos através da internet e outras tecnologias. Assim, a insegurança nas tomadas decisões traz grandes prejuízos por toda a vida.
Analgesias
Anestesias
Vômitos (gravídicos e outros)
Náuseas
Pruridos (gravídicos e outros)
Sialorréia (Sialorréia é a perda não intencional de saliva pela cavidade oral).
Sangramentos:
Controle de dor em pacientes com doenças crônicas e ou terminais
Enurese noturna
Ansiedades
Tabagismo
Gagueira
Vitiligo
Pré e pós operatórios (quaisquer)
Pós partos e pré-partos
Relaxamento físico e emocional
Aumento da lactação
Fobias
Desenvolvimento de capacidades artísticas
Acnes
Melhora na conversação de línguas estrangeiras
Câncer (na melhora da dor e da auto-estima)
Rompimentos amorosos
Na perda de parentes e/ou amigos (luto)
Melhora de rendimento escolar
Melhora do estresse do vestibulando ou daquele indivíduo que vai prestar qualquer exame (até o de habilitação)
Gastrites
Tristeza
Desânimo
Tique nervoso
Entrevistas (evitar o “branco”)
Anorexia nervosa
Bulimia
Obesidade
Estresse
Síndromes pós traumáticas
Síndrome controle da dor, sangramento, usar chupetas, roer unhas, chupar o dedo, atitudes viciosas com a mão ou o braço debaixo do rosto, atitude viciosa de ler, apoiando a face sobre a mão, dormir de boca aberta (as vezes devido a um aumento das adenóides), ranger os dentes durante a noite ou dia, morder a língua, chupar balas ou comer doces em excesso e salivação)
Preparo para exames invasivos e durante sua realização
Coadjuvante para tratamento de doenças agudas e crônicas (pneumonias, hepatites, psoríase, doenças reumáticas, etc.)
Doenças auto-imunes
Distúrbios de conduta
Relacionamento conjugal e familiar
Depressão
Insônia
Problemas sexuais
Doenças psicossomáticas
Drogadição
Controlar funções autonômicas => eliminar sintomas desagradáveis ou perturbações autônomas
Melhora da memória
Melhora da criatividade
Sono agitado
Falar a noite (hipnagógica)
Sonambulismo
Ter medo de escuridão
Ter medo de isolamento
Irritabilidade
Teimosia
Desobediência
Não querer estudar
Colocar o dedo no nariz
Colocar a mão nos órgãos genitais (peotilomania)
Chorar facilmente
Tique de piscar o olho
Fazer caretas
Mentir (mitomania)
Furtar ou roubar (cleptomania)
Arrancar os cabelos (tricotilomania)
Negativismo
etc...
Contra indicações da Hipnose
Psicoses (mas que pode ser tratado por hipnoterapeuta e psiquiatra bem treinado);
Sem objetivo definido;
Se o estado do paciente não está definido;
Satisfação do EGO do hipnotizador;
Remoção de sintomas sem se preocupar com a causa dos mesmos (que é questionável por alguns que dizem que o alívio pode ser permanente podendo-se aproveitar este período sem sintomas para uma melhor adaptação à vida);
Eliminar sensações (fadiga, por exemplo) o que pode levar o paciente a ultrapassar os limites de sua capacidade física.
Utilização da Hipnose a hipnose otimiza e maximiza, em qualquer tratamento, todos os resultados, além de, em relaxamento, reeducar o ritmo orgânico, o que gera saúde. Alguns autores, a nível neuroendócrino, sugerem que a hipnose, por si só, em alguns casos, podem auto-regular o organismo. A hipnose pode ser utilizada em TODAS AS ESPECIALIDADES MÉDICAS, odontológicas, por psicólogos, por fisioterapeutas e enfermeiros (os dois últimos sob orientação médica).